quarta-feira, fevereiro 26, 2014
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Encruzilhadas
Quais caminhos seguir? Eis a grande pergunta diante das encruzilhadas da jornada. Hesse diz que "a vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo" e talvez seja mesmo no sentido de que realmente somos quem somos quando assumimos a direção de nossas vidas e nos guiamos para cumprir a missão que estabelecemos, para viver o motivo e alimentar o combustível do ser.
A mim não me serve mais existir para satisfazer os desejos e expectativas de outros seres. Tenho um compromisso com o meu universo e a natureza do mundo. Desconheço as razões e motivos que culminaram no meu ser, mas busco conhecer o que está além do conhecimento, além das fronteiras do imaginável. Busco desvendar os segredos da vida e da morte.
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Sonhos distantes
sexta-feira, setembro 21, 2012
Dias nublados
sexta-feira, novembro 11, 2011
quinta-feira, outubro 07, 2010
Surpreenda-se
O que fazer, o que fazer? Como ser uma pessoa mais interessante? Interessante seria aquilo que é diferente, aquilo que é novo? Mas o novo se esvai rapidamente se não for algo que sirva constantemente. Interessante então é aquilo que encanta e pode ser útil.
Busco ser surpreendido, busco surpreender. Quero o novo e encantador? Onde estão vocês?
Estou a procura...
domingo, junho 13, 2010
Bem vindo ao meu mundo
Ouvi dizer que cada pessoa é um mundo inteiro. Achei bonito e muito verdadeiro, pois o mundo é justamente isso, o mundo é como ele acontece dentro de nós.
Assim sendo podemos pensar que somos todos alienígenas, seres de outro mundo uns para os outros. Alguns se adaptam confortavelmente e são bem vindos em nossos mundos, outros nem tanto, outros nem chegam a se aproximar por medo.
Somos mundos separados por corpos, idéias, vontades e atitudes. Mas de certa forma pertencemos ao mesmo sistema, estamos girando em busca de algo, sendo atraídos por motivos comuns. Mas por mais juntos que estejamos uns dos outros, continuamos sendo mundos únicos, individuais.
Observamos mundos aparentemente melhores que os nossos com frequência. E assim evoluímos, ou tentamos evoluir. E também entramos em confronto, realizamos uma guerra de mundos com realidades que nos desagradam. E com o tempo criamos nossos exércitos, nossos sistemas de defesa e toda vez que algum extra-terrestre tenta se aproximar colocamos nossas armas em estado de alerta.
E assim continuamos, cada um de nós sendo um mundo inteiro, tentando se proteger e ao mesmo tempo abrigar bons visitantes. Por isso, quem vier, que venha em paz e seja bem vindo enquanto puder ficar.
quarta-feira, junho 09, 2010
O marinheiro
Navegava há muito tempo e conhecia muitos portos. Em cada um deles buscava um motivo para se fixar, mas em nenhum encontrava o suficiente e voltava então para o mar, para o vasto oceano.
Em muitos momentos esteve perdido e em muitos momentos esteve só. E sempre que a solidão o torturava, ele voltava novamente para a terra para encontrar sempre mais confusão do que antes em alto mar. Mais solidão do que em meio ao oceano.
Apesar de tudo, não era uma pessoa triste esse senhor marinheiro, pois navegava rodeado de boa companhia, mas ele acreditava que em algum porto alguém lhe esperava, alguém que ainda não conhecia, mas que sabia que quando visse reconheceria imediatamente. Alguém cujo olhar refletisse o brilho de todas as estrelas e do luar.
Ele assim pensava, pois tudo o que precisava era de alguém que o compreendesse mais do que a si mesmo, alguém que o encantasse e surpreendesse, alguém que fosse maior e ao mesmo tempo igual, alguém que lhe servisse de exemplo.
Até hoje ele continua a navegar na esperança de encontrar, enquanto isso aproveita feliz, o sol, o mar e seus companheiros.
quinta-feira, maio 27, 2010
Movido por esperanças
Sou movido por esperanças, vejo imagens de um futuro possível. Futuro que imagino se um dia virá a acontecer.
E se um dia vier a acontecer, ainda não sei o que farei. Talvez eu saiba no momento certo.
Pois o que vejo é uma tempestade se formando no horizonte e na minha frente se movimenta um oceano revolto.
Estou só, sentado, olhando para a imensidão, contemplando minha fraqueza, sem ter como seguir adiante. E cheguei até esse lugar por meio de muito esforço.
Será o fim, um novo começo ou apenas mais um sonho? Não, esse lugar existe e o misterioso momento me aguarda. Um momento em que não serei mais o mesmo.
O que irei fazer, o que acontece depois, ainda não sei. Mas tempestades se formam todos os dias no oceano e inúmeros trapiches sustentam pessoas sobre as águas.
Um dia será minha vez, a minha tempestade cairá, o meu oceano se revoltará, a minha fragilidade se evidenciará e depois... não sei, mas não serei mais o mesmo.
Vejo outras imagens, de futuros, pessoas e lugares possíveis, mas nem todas me movem. Busco aquilo que ainda não tem solução, o que não é obvio, o que pode me surpreender.
A cada dia me entedio mais e me surpreendo menos, mas sou movido por esperanças.
terça-feira, maio 04, 2010
Nossas histórias
Mas ainda sim, não estava plenamente satisfeito, algo faltava. Não que ele ficasse horas pensando sobre isso, ou perdesse o sono. Mas às vezes a voz voltava e dizia: “existe algo que preciso fazer”. Era sua própria voz, algo como um chamado, como se o destino o procurasse.
Em uma noite de céu limpo e tempo frio, voltando para casa, preso em meio ao tráfego, imaginou como seria sua vida se fosse escrita, se fosse a história de algum livro. Nesse mínimo e inusitado instante ele se perguntou:
-Daria uma boa história?
Esqueça...
Poucas coisas me deixam com o pensamento tranquilo, com a alma leve, sem preocupações, como se o tempo não existisse. Uma delas é dirigir enquanto o sol se põe em meio a um céu de nuvens indescritíveis.
Acordar pensando nas obrigações, comer assistindo tv, trabalhar imaginando os próximos trabalhos... Isso nos deixará loucos. Precisamos limpar a mente por alguns momentos, estar abertos a sentir apenas a natureza ao nosso redor. Isso sim é importante.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Sinais
Chegou, viu uma conhecida, de branco e verde... e ela nunca usava verde, sempre preto, branco e cinza... disse que se desse certo iriam tomar café em um hotel próximo, um presente que ganhou... simplesmente aceitou e não questionou os sinais que lhe apareciam, mesmo não acreditando nessas coisas, apenas sentia e observava os possíveis significados. E agora que tudo isso passara? Foi dormir, estava cansado, pensaria no que fazer depois. Esperava por mais faíscas...
domingo, fevereiro 01, 2009
Cheers
É a vontade de se jogar ao incerto e arriscado que distingue uma vida insipida de uma boa vida intensa.
Perder... não é tao ruim quanto parece, principalmente quando voce se acustuma. Pense nisso
sábado, janeiro 31, 2009
O lobo da estepe
Isso te encoraja ou desespera?
domingo, novembro 23, 2008
"love hurts, but sometimes its a good hurt"
Será possivel viver sem orgulho?
Será possivel entender e aceitar todas as pessoas?
É necessário ser frio para conseguir
É necessário não se importar com o que os outros pensam
É necessário entender a si mesmo e deixar para trás qualquer conceito de certo e errado
É necessário viver de uma forma muito desprezivel para ser muito bom ou muito ruim.
É preciso lutar, é preciso sangrar, é preciso sentir, é preciso ser bom e também não ser.
quinta-feira, maio 22, 2008
domingo, agosto 19, 2007
Who we are
Olho as comunidades antigas, muitas com referência a algum problema social, ambiental ou mesmo interno. Olho as novas e vejo como estou me distanciando do que eu era.
E isso nao é bom, me afastar do que eu julgava (e julgo) ser justo, certo e necessario, simplesmente para me tornar mais um trabalhador do tipo "um passo a frente". Será que preciso ganhar rios de dinheiro, ou melhor, será que fazendo isso irei ganhar?
Gosto do que faço, não nego, ou pelo menos penso que gosto. Talvez existam coisas pelas quais me apaixonaria com maior intensidade.
Hum, como é estranho esse misto de nostalgia com pensamento de como as coisas poderiam ser, é vazio, me faz sentir saudades de mim mesmo.
Só sei por agora que gosto de acordar olhando para o céu, me traz boas lembranças, inclusive de coisas que nunca fiz. O tempo nesses momentos parece simplesmente nao existir.
segunda-feira, maio 14, 2007
Bom, o que é o tempo?
O dicionário me diz que é a "Duração calculável dos seres e das coisas".
Isso me preocupa, não a parte do calculável, mas sim a parte da duração dos seres e das coisas.
Tudo o que agora vive deixará de viver, gerações morrem e levam consigo suas experiências únicas, suas histórias singulares, e a nossa geração também terá sua vez de perecer. O que me preocupa não é a morte em si, mas a possibilidade da falta de uma existência intensa e completa. A intensidade é a única arma que consigo imaginar contra o tempo. Irei me lembrar dos melhores segundo de minha vida e não das longas horas da rotina de trabalho e estudos. Por fim entendo que nem é a com a duração, mas sim com a parte do SER que devo realmente me preocupar, uma vez que morreremos de qualquer maneira. O que importa então são as atitudes, o pensamento somado à ação, o sentimento do agora. Infelizmente a maior parte do tempo, tenho sido apenas uma duração calculável.